“Eu aceitei o nosso fim, digeri a ideia de que amei a pessoa mais estúpida da face da terra, de que a mesma não merecia um tiquinho sequer de tudo o que eu me sujeitei a sentir. Já ultrapassei da época em que ouvir teu nome enchia-me de uma tristeza estúpida, uma vontade de correr pra longe de…
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Eu fiz e ainda faço de tudo para que não doa mais, eu juro que a cada passo que eu dou eu torço para que tudo corra bem, que ninguém faça com que tudo que eu fiz tenha sido em vão. É tão difícil dizer ou até mesmo tentar explicar cada sentimento que eu venho tendo, cada dor, cada alegria. Por mais raras que sejam, está ficando cada vez pior não deixá-las transparecer. Sei que estou sendo cada vez mais consumida por esse mar de dúvidas, e ao mesmo tempo que consigo uma resposta pelo qual eu sempre esperei, consigo mais um motivo para me sentir mal, para ter vontade de desistir de tudo, e de simplesmente dormir e esperar que quando eu acordasse no dia seguinte, tudo estivesse bem e normal, mesmo sabendo que isso não costuma acontecer de verdade, ainda tenho esperança, e eu não sei o porque. Digo que não vou me iludir, e me deixo ser iludida, digo que não tenho mais forças, mas vou pra luta quase que certa de que vão me derrubar[..] Me deixo ser vencida e destroçada, deixo que palavras me atinjam como nunca pensei que deixaria. Não tenho mais a mesma resistência de antes. Me desgastei tanto e tanto que hoje mal consigo me manter de pé. As consequências dos erros passados estão vindo a tona apenas agora, me provando de que se eu não tivesse os cometidos, se eu não tivesse acreditado tão facilmente nas pessoas, se eu não tivesse feito metade das coisas que fiz, sempre pensando nos outros e não em mim, hoje eu ainda poderia aguentar, por pelo menos alguns segundos, tudo que hoje me faz desabar em milésimos. A solidão me devora assim como as dúvidas.. Eu me sinto corroída e acabada por dentro, como se nada fosse capaz de mudar isso, como se apesar de todos os meus esforços, nada ia adiantar, eu iria continuar aqui, longe de tudo, isolada em um mundo só meu, onde a dor e a saudade me preenchem por inteiro, onde ninguém está perto demais para ver o quando eu preciso de ajuda, e dói saber que ninguém fez nada por mim, como também dói saber que se tivessem feito, os fatos não se reverteriam. (versos-soltos)